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Identidade
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IDENTIDADE

Ideologia central

A ideologia central de Bangseux é a submissão absoluta aos próprios desejos e ao poder, uma sociedade onde qualquer vestígio de moral, lei ou propósito coletivo foi substituído pela lógica do prazer, da força e da dominação. Nascida como um templo do hedonismo e do excesso, a cidade evoluiu para um ecossistema brutal no qual tudo, seja corpos, tecnologia ou relações, se tornaram mercadoria, e o valor de um indivíduo mede-se apenas por sua utilidade ou por seu potencial de exploração. Bangseux naturalizou a barbárie como ordem social, sustentando-se em alianças instáveis, escravidão, espetacularização da violência e libertinagem absoluta. É, em essência, um retrato extremo de uma sociedade onde o vazio existencial é preenchido pelo consumo, pelo domínio do outro e pelo desejo de força e influência.

Visao de Mundo 

Uma sociedade libertina, hedonista, amoral e imoral que busca sobreviver sem perder seus vícios e excessos. Fundada sob a selvageria e perversidade de seus habitantes, os bangsulitas escravizam humanos e máquinas não só para o trabalho mas para seu prazer. Não fazendo distinção étnica ou cultural, os bangsulitas veem os outros somente como mão de obra, objetos a serem usados. Ao mesmo tempo que buscam sentido para existência através dos prazeres mais hediondos.

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Ideologia Central
Visão de Mundo
Território

TERRITÓRIO

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Posto Avançados

Bangseux antes do impacto fora uma grande metrópole do entretenimento, destinada ao turismo sexual e de espetáculo, com cassinos, bordéis e casas de show. A cidade era formada por uma paisagem urbana caótica que oferecia, em uma poluição de placas e outdoors, sexo, jogos de azar e espetáculos. Construída com luzes de neon, fachadas de arquitetura exuberantes e vitrines com toda sorte de atrações, Bangseux situava-se longe da área de impacto e das regiões afetadas pelos desastres climáticos, o que preservou suas estruturas intactas. Todavia, por estar localizada em meio a um deserto, a cidade viu-se ilhada em seus primeiros longos anos, sem reservas, sem tecnologia e com distribuição insuficiente de água e alimentos.

Na atualidade, porém, Bangseux é uma cidade de fachadas desbotadas e neon incessante, com a areia soprando por entre os prédios, riscando vitrines, invadindo calçadas e se acumulando nos cantos das construções. Ainda que depredada e sucateada, Bangseux utilizou-se de seus próprios dispositivos como base, como robôs, caça-níqueis, e toda variedades de máquinas e sistemas - inativos devido às tempestades solares - se reerguendo com o  avanço tecnológico trago do Anel Limite.

Isso fez de sua paisagem urbana densa e confusa, com remendos e improvisos tecnológicos sobre a estrutura luxuosa, porém gasta, dos cassinos, boates e bares. Atualmente, cabos, dutos e enxertos tecnológicos se espalham como próteses sobre a estrutura antiga, camuflando avarias e desgastes do tempo. Letreiros de neon piscam constantemente mas falham ao esconder os danos das estruturas durante o dia. Ainda assim, povoam as ruas placas neon e hologramas instáveis, formando uma sobreposição de cores, idiomas e símbolos. 

Pelas avenidas, vitrines estreitas e janelas iluminadas em vermelho e rosa exibem uma nudez pornográfica, tão banal que inclusive é possível vê-la entre aqueles que transitam pelas ruas. Apesar de haverem corredores úmidos e becos escuros cruzados por visíveis teias de fios, não há drogas nem atos escusos se escondendo neles, afinal estes habitam o interior dos estabelecimentos transbordando para as calçadas e fachadas. Os salões grandiosos dos hotéis e cassinos, ainda exibem mármore, espelhos e ouro sintético, mas não ficaram imunes à passagem do tempo, tendo sido invadidos pela poluição visual de cabos e luzes, enquanto o mal uso se encarregou de conferir-lhes um aspecto sujo e depredado.

Embora seu território seja vasto, Bangseux abriga hoje uma população reduzida de nativos. Décadas de caos diminuíram os bangsulitas em número, deixando vazios urbanos entre zonas intensamente ocupadas. Aos limites da cidade, há ruas largas e praças esquecidas, enquanto ao centro, encontram-se de cassinos a estacionamentos, que se tornaram arenas, bordéis e boates.

Em síntese, Bangseux assumiu uma identidade marcada pelo excesso, pela decadência e pela insistência em sobreviver, é uma luxuosa carcaça ressecada pelas décadas, mas permanentemente iluminada, devido à insistência dos bangsulitas que não deixam a cidade morrer. 

Postos Avancados

São pequenas estruturas no deserto e arredores que servem como parada para os bangsulitas que estão atravessando com caravanas de escravos rumo a cidade. 

Podendo serem postos da Ghoultrax, da Camposecco ou de uso comum, essas estruturas não são sofisticadas e servem como armazenamento temporário de recursos e prisioneiros. Em algumas, mas não comummente, podem residir um ou mais integrantes da Kuzmacrata, que oferecem serviços médicos e reparos mecânicos em armas, dispositivos, implantes e bottons.

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Estrutura de Poder e Ordem Social

ESTRUTURA DE PODER E ORDEM SOCIAL

Nascida das entranhas do caos, a Bangseux pós-impacto cresceu orfã sem governo, cultivando inconscientemente um vazio em seus alicerces, um terreno propício para ser preenchido pela ambição insidiosa de seus próprios habitantes. Esta ausência de uma iderança permitiu que o controle da cidade recaísse sobre as seis grandes máfias que hoje a dominam, cada qual com o monopólio de um recurso essencial.
Dividida, a cidade se contorce em gritos e gemidos, embalados pela cadência regida na relação disfuncional entre essas gangues. Feito um brinquedo disputado, ora compartilhado, ora reivindicado com obstinação infantil, Bangseux é um grande tabuleiro onde os habitantes são os jogadores e as peças ao mesmo tempo.

Embora administrem a cidade quase em conjunto, não existe acordo de paz entre os líderes das gangues, criando uma atmosfera constante de tensão entre a desconfiança e o oportunismo. Entre as sádicas e controladoras mãos que seguram o chicote e as amarras da cidade estão as organizações: Onze e Meia, Kuzmacrata, Ghoultrax, Camposecco, Pharma Rats e Databet.

 

A esmagadora maioria dos habitantes de Bangseux faz parte de alguma dessas gangues, seja por medo, seja por proteção. A parcela de bangsulitas que permanece fora de sua influência constitui a camada mais explorada da população, sobrevivendo com o mínimo até que, inevitavelmente, muitos acabem cedendo por completo ao domínio de uma delas.

as mafias

Onze e meia

A mais antiga e influente máfia de Bangseux, funcionando como o eixo que sustenta o entretenimento, a economia do prazer e a estabilidade da cidade. Cassinos, arenas, casas de espetáculo, clubes e bordéis operam sob sua proteção, pagando uma cota obrigatória que garante segurança, continuidade dos negócios e o financiamento constante de grandes eventos, tais como lutas, corridas, espetáculos e jogos que mantêm a política do pão e circo da cidade.

Mais do que uma gangue comum, a Onze e Meia atua como um sistema econômico e político informal, regulando fluxos de crédito e influência desde os primeiros anos pós-impacto. Seus estabelecimentos próprios estão entre os mais lucrativos da cidade, e sua rede assegura que prazeres, vícios e espetáculos jamais cessem, sustentados por trabalho escravo - de humanos e I.A.s - em uma engrenagem social voltada para o consumo incessante.

A Onze e Meia também exerce um papel central no equilíbrio entre as seis gangues que controlam Bangseux, servindo como o eixo de aliança entre todas elas. Qualquer ataque a um estabelecimento da cidade é considerado um ataque direto à Onze e Meia, afinal, a esmagadora maioria desses estabelecimentos faz parte da gangue ou tem algum acordo íntimo com a mesma. Essa política impede guerras abertas pelas ruas e mantém uma paz instável baseada em medo e acordos silenciosos. Por meio de favorecimentos, intimidações e negociações cruzadas, a Onze e Meia também garante que cada gangue mantenha seu monopólio sem colapsar a cidade como um todo.

Internamente, a organização funciona como uma rede hierárquica que reúne donos de estabelecimentos sob um mesmo nome. No topo dessa estrutura estão figuras influentes da cidade, proprietárias dos maiores cassinos e arenas, enquanto a maioria dos integrantes, ocupa posições médias ou baixas, acreditando fazer parte da gangue, quando, na realidade, servem apenas como número e massa de manobra no grande esquema de controle da Onze e Meia. Todavia, acima até mesmo dos mais influentes existe outro nível de poder, invisível aos olhos da maioria. Uma pequena elite de vampiros, governando das sombras, que exerce o controle absoluto da gangue sob ordens direta de Bunny, impondo punições e assegurando que cada cota seja paga e cada regra obedecida. 

Bunny é o líder da organização e o rosto público de Bangseux, aparecendo em telas, conferindo comunicados e apresentando grandes espetáculos. Uma estranha mistura de gestor público e mestre de cerimônias, que articula em seu próprio benefício desde muito tempo antes do dia do impacto.

A Onze e Meia não está só nas entranhas da cidade, é a espinha dorsal de Bangseux, responsável por mantê-la funcionando através do entretenimento, do vício e do espetáculo contínuo, mas sobretudo mantém a fina e delicada estabilidade da cidade através das articulações de seu líder com as demais gangues.

Kuzmacrata

Detém o monopólio do conhecimento técnico, científico e tecnológico em Bangseux. Seu poder não vem da força bruta, mas do controle absoluto sobre máquinas, autômatos e sistemas que mantêm a cidade funcionando. São os responsáveis pela criação, manutenção e programação das I.A.s desestabilizadas, os Bottons - recurso utilizado por todas as máfias - o que lhes garante influência transversal sobre as outras gangues e toda a estrutura urbana.

Seus integrantes atuam como engenheiros, cirurgiões e cientistas, desenvolvendo implantes, próteses mecânicas e dispositivos que vão do funcional ao perverso. O conhecimento é sua principal moeda de troca, oferecendo tecnologia, reparos e intervenções médicas em troca de favores, recursos ou cobaias vivas. 

Seus integrantes, de maneira geral, são conhecidos como cientistas além da moral, que conduzem experimentos humanos e testam os limites das inteligências artificiais pelo simples prazer de fazê-lo. Brincam com experimentos humanos como com marionetes de carne, e projetam mecanismos que atendem aos seus prazeres mais obscuros, desde intricadas máquinas de tortura a dispositivos sexuais de perversidade calculada.

Internamente, a Kuzmacrata possui uma construção interna rígida e hierárquica, quase acadêmica, baseada em uma estrutura de mestre e aprendiz. Seus membros  enxergam-se como cientistas além da moralidade e são reconhecidos não somente por suas roupas de látex e seus implantes, mas principalmente pelas extensas tatuagens geométricas e angulares que percorrem seus corpos, indicando status, autoridade e domínio intelectual dentro da facção.

Autossuficientes, desprezam amplamente o uso de mão de obra humana escravizada, todavia, não por moralidade. Os Kuzmacratas entendem que o conhecimento é sua principal moeda de troca e, devido a isso, seus integrantes preferem deixar o interior de seus laboratórios somente entre os seus semelhantes, utilizando-se de seus próprios autômatos como mão de obra. Afinal, com a capacidade de criar seus bottons personalizados, moldados sob medida e com um risco muito menor de falhas, faz com que não haja a necessidade de utilizarem-se de trabalho escravo.

A Kuzacrata é uma elite tecnocrata que sustenta Bangseux com conhecimento científico e mecânico, exercendo poder por meio da dependência tecnológica da cidade.

Camposecco

Uma máfia brutal e pragmática que domina a coleta, estocagem e comércio de recursos, máquinas e pessoas em Bangseux. Sua força está nas estruturas do cassino Camposecco, que historicamente lhe permitiu acumular excedentes, como comida, equipamentos, armamentos, tecnologia e, sobretudo, prisioneiros. 

Funcionando como uma potência extrativista, a Camposecco é especializada em investidas para fora dos limites da cidade, a fim de coletar recursos e capturar mão de obra escravizada, seja ela humana ou máquina, monopolizando um amplo e diverso mercado em Bangseux. Esses cativos são tratados como mercadoria, confinados, marcados e negociados como gado, formando grandes celeiros humanos e armazéns de peças, que abastecem tanto o escambo quanto os acordos firmados com outras gangues.

Foi a primeira organização a cruzar o deserto e se fez potência não apenas por sua capacidade de estocagem, mas também por seu contingente de integrantes, número desde muito tempo na história de Bangseux. O cassino Camposecco, hoje sede fortificada da organização, foi também o abrigo que, no passado, reuniu inúmeros sobreviventes sob uma mesma bandeira.

Diferente de facções focadas em influência social ou controle simbólico, a Camposecco opera na base da força direta, da intimidação e da eficiência violenta, sustentada por um contigente elevado e por uma cultura interna moldada na truculência.

Apelidados de rancheiros, vaqueiros e, por vezes, cowboys pelas outras gangues, seus membros não receberam essa alcunha pela forma como se vestem, mas pela maneira como conduzem seus prisioneiros, feito gado, pastoreando-os das Terras Vazias para dentro da cidade e marcando-os a ferro quente. 

Internamente, a Camposecco é uma organização instável e truculenta, marcada por lideranças voláteis e por uma hierarquia sustentada mais pelo medo do que pela lealdade. 

É uma máquina de captura e armazenamento, convertendo vidas e recursos em estoque e mantendo seu poder por meio da exploração contínua.
Sua organização também mantém uma rixa antiga com os Ghoultrax, afinal as duas gangues disputam pelo comércio de escravos. A diferença entre elas, que permite que uma não tenha assimilado ou dizimado a outra está na extensão de suas especialidades. Enquanto os Ghoultrax focam na captura humana e comércio de carne, a Camposecco traz peças mecânicas das Terras Vazias, captura robôs para serem reprogramados, contrabaneira criaturas e coleta e faz escambo de quaisquer recursos que possam vir a ser comercializáveis dentro da cidade. 

Ghoultrax

Construída sobre a violência crua, com a ausência total de limites morais e imperando a lógica da sobrevivência pela força bruta. Atuando como uma gangue predatória, a Ghoultrax é especializada no sequestro, tráfico e consumo de seres humanos, rivalizando a Camposecco pelo domínio do comércio de escravos. 

Nas primeiras décadas pós impacto, a fome, a violência constante e a ausência total de leis transformaram muitos dos sobreviventes de Bangseux em canibais desequilibrados, o que, com o tempo, faria o consumo de carne humana deixar de ser tabu e se tornar identidade pela bandeira dos Ghoultrax.

Inicialmente, era formada por gangues de contrabandistas especializadas no tráfico de pessoas para os bordéis e arenas, todavia, não demorou para que logo expandissem suas atividades para o comércio de carnes. Além de vender prisioneiros como escravos, operam visando o consumo interno e abastecendo um seleto e específico mercado voltado à antropofagia. A organização também produz uma ração elaborada a partir dos cativos considerados descartáveis, amplamente utilizada como alimento para escravos em diversos estabelecimentos de Bangseux.

Para a Ghoultrax, o canibalismo não é apenas uma prática recorrente, mas o eixo central de sua cultura. Seus integrantes operam movidos pelo desejo imediato, pela violência espontânea e pela crença de que toda vontade deve ser satisfeita, tornando-os imprevisíveis, instáveis e temidos por sua insanidade. Consumir sem culpa, sem regra e sem justificativa é, para eles, uma forma de existir.

Essa cultura também se manifesta em seus ritos hierárquicos. Escarificações registram feitos e posições dentro da organização, enquanto a perda de um membro simboliza resistência diante da adversidade e do conflito. O canibalismo assume ainda um caráter ritualístico: oferecer um pedaço do próprio corpo representa submissão, ao passo que um mestre pode conceder parte de si a um aprendiz como símbolo de transmissão, comprometimento e união.

Como consequência dessa cultura de automutilação, é comum que membros da Ghoultrax possuam extensos implantes cibernéticos. O que começou como reposição de membros perdidos tornou-se parte de uma estética de aperfeiçoamento.

Sua organização também mantém uma rixa antiga com a Camposeco, afinal as duas gangues disputam pelo comércio de escravos. A diferença entre elas, que permite que uma não tenha assimilado ou dizimado a outra está na extensão de suas especialidades. Enquanto a Camposecco se preocupa em coletar recursos e máquinas além de pessoas, os Ghoultrax são mais que peritos na captura de humanos. Seus prisioneiros são vendidos aos estabelecimentos de Bangseux como escravos, mas também consumidos pelos próprios integrantes da gangue e servidos como iguaria nos círculos mais fechados de Bangseux.

Pharma rats

Oferece a grande cartela de entorpecentes que sustenta o vício da cidade. Sediados nos subterrâneos, seus integrantes têm acesso direto ao abastecimento de água da cidade, controlando-o e utilizando-se dele para produzir do álcool ao lubrificante que supre os estabelecimentos da cidade. Sua organização é hierarquizada, construída sobre uma base de escravos que trabalham em fábricas subterrâneas produzindo drogas e outros químicos. Os integrantes da Pharma Rats contam com vendedores e distribuidores até químicos experientes que desenvolvem as drogas sintéticas que circulam abertamente nas ruas de Bangseux.

Operam como cartel que além de drogas sintéticas, produzem álcool, lubrificante, explosivos e toda sorte de artigos que a prática química pode produzir. Apesar de uma ampla cartela de produtos, a água segue sendo seu bem mais faturado.

Databet

surge tardiamente como uma forma de centralizar os sistemas de apostas que sempre existiram na cidade. Originada da união de integrantes da Onze e Meia com a Kuzmacrata, a Databet foi criada para reduzir conflitos que pudessem escalar em disputas maiores entre as máfias. Opera por meio da troca de favores e da cobrança de dívidas, estabelecendo uma ampla rede de influência sobre membros das demais gangues. Embora alcance integrantes de diferentes patentes, sua atuação recai principalmente sobre aqueles de menor influência e mais facilmente descartáveis.
A Databet também funciona como uma rede de inteligência, armazenando informações sobre os habitantes de Bangseux. Todas as apostas e transações dos habitantes encontram-se centralizadas em um mesmo banco de dados. 

Esse sistema consiste em uma IA chamada Arbiter, que controla os dados além de administrar a gangue como seu líder. Construída por recursos conjuntos de Kuzma e Bunny, sua IA foi programada para responder somente a eles. Todavia, Arbiter é um pouco mais complexo que isso, uma vez que conserva em si parte da consciência de Kuzma - já falecido -  e, embora incapaz de desobedecer a Bunny, oculta e manipula informações em benefício próprio.

Seus integrantes atuam como gerentes de apostas, credores e agentes de crédito, alimentando diariamente o sistema de Arbiter com informações atualizadas. Todos eles também mantêm um canal de comunicação direto com a IA que lhes traz dados sobre os apostadores instantaneamente. 

A maioria dos integrantes não é forte, mas usa a influência e o sistema invisível da cidade para exercer seu poder, afinal a Databet é apadrinhada tanto pela Kuzmacrata, mas principalmente pela Onze e Meia.

Pharma Rats
Databet
Ghoultrax
Camposecco
Kuzmacrata
Onze e Meia

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Economia e Recursos

ECONOMIA E RECURSOS

Todos os bangsulitas pertencem a alguma gangue, e essa filiação não é apenas social, é a base de toda hierarquia política e econômica da cidade. Não existe cidadania fora das gangues, e a posição de um indivíduo dentro delas define seu acesso a recursos, proteção, prazeres e, em última instância, sua própria liberdade. Embora não seja comum, membros de baixa hierarquia podem perder sua liberdade em situações extremas, como o acúmulo de dívidas impagáveis ou falhas graves contra sua própria gangue.

A escravidão é a base da economia de Bangseux, essa prática é alimentada por investidas constantes para fora da cidade, onde as gangues especializadas, Camposecco e Ghoultrax, atravessam o deserto rumo as Terras Vazias para capturar humanos, Solums e I.A.s Desestabilizadas, que se tornam mercadorias desde o momento de sua apreensão. Esses estrangeiros são comercializados dentro de Bangseux entre as gangues, que os utilizam desde em bordéis e arenas da Onze e Meia, as fábricas químicas da Pharma Rats, e em toda forma de trabalho pesado forçado. Esse tráfico externo garante um fluxo contínuo de mão de obra descartável, preservando a elite bangsulita de se expor diretamente ao trabalho em larga escala.

A cidade funciona sob uma política explícita de pão e circo, e as arenas, bordéis, casas de apostas e espetáculos extremos não são apenas entretenimento, mas pilares econômicos e instrumentos de controle social. Sustentados quase integralmente por trabalho escravo, esses espaços mantêm a população entorpecida, ocupada e dependente, enquanto convertem violência e degradação em entretenimento e prazer.

Todavia, o  recurso mais valioso de Bangseux não é físico, mas social. Como moeda simbólica, a Influência é o que movimenta as entranhas de Bangseux, funcionando como crédito nas relações. Promessas, favores e ameaças frequentemente substituem pagamentos diretos, especialmente entre membros de alta hierarquia, afinal a capacidade de intermediar acordos, garantir proteção, facilitar o acesso a prazeres e recursos raros, ou, até mesmo, poupar alguém da escravidão, tem mais valor do que qualquer bem material. 

Economicamente, Bangseux opera por um sistema híbrido de escambo e moeda corrente. O escambo predomina nas relações internas entre gangues e seus membros, envolvendo não apenas bens, mas principalmente serviços especializados. Integrantes das Pharma Rats trocam seus conhecimentos químicos para produção de venenos e explosivos; Ghoultrax e Camposecco oferecem serviços de guarda-costas, resgates e invasões; Kuzmacratas negociam com o reparo de bottons e implantes, assistência médica e manutenção estrutural de sistemas mecânicos e robóticos. Habilidades, tempo e corpos são tratados como recursos econômicos legítimos.

A moeda corrente circula principalmente no consumo cotidiano imediato. Além de comida; drogas, sexo, apostas e serviços exclusivos exigem pagamento direto, reforçando ciclos constantes de dependência e endividamento. Esse sistema mantém os escalões inferiores sob pressão permanente, enquanto concentra poder nas mãos da alta hierarquia que realmente controla os principais recursos da cidade e o acesso aos excessos que definem o estilo de vida hedonista de Bangseux.

Bottons

Criações dos Kuzmacratas, os Bottons são I.A.s desestabilizadas de serviço, com a única diretriz de obedecer cegamente aos seus senhores. 

Frutos de um experimento perverso que expôs as IAs a crueldade desmedida das ruas de Bangseux, os Bottons  tornaram-se perfeitos instrumentos de dominação, manipulação e destruição com, inclusive, alguns deles desenvolvendo em seus dados uma mistura de barbárie, sadismo e sedução, criando uma combinação aterradora de perversidade sádica e violência bruta.

Construídos de autômatos reciclados, robôs de serviços e peças sucateadas, estas máquinas não possuem uma padronização e são utilizadas para os mais diversos fins, servindo desde brutais guarda-costas fortemente armados, passando por assistente pessoais e dispositivos de tortura ou satisfação sexual, até veículos conscientes que auxiliam na captura de escravos.

 

Escravidao

Em Bangseux, a escravidão não é apenas uma prática, mas um recurso estratégico sobre o qual a cidade foi construída. A captura constante de humanos nas Terras Vazias abastece um fluxo contínuo de mão de obra que sustenta praticamente toda a cidade.

Das arenas e bordéis da Onze e Meia às fábricas da Pharma Rats, passando pelas boates, cassinos e pelos trabalhos mais extenuantes, os escravos executam as funções que mantêm Bangseux em funcionamento.
Apesar disso, esses cativos são tratados como ferramentas substituíveis. Para os bangsulitas, sua força de trabalho vale mais do que suas vidas, tornando-os um recurso descartável cuja perda é compensada por novas investidas às Terras Vazias, havendo um fluxo constante de oferta e procura nesse mercado.

Inter-relacoes das gangues

Camposecco e Ghoultrax

Existe uma rixa antiga entre os Ghoultrax e a Camposecco, originada da disputa direta pelo comércio de escravos em Bangseux. Apesar do conflito recorrente, a extensão de suas atividades econômicas garante que uma não tenha assimilado ou dizimado a outra.

Apesar de as duas gangues serem reconhecidas como peritas em assaltos e investidas para captura de prisioneiros destinados à escravidão, abastecendo bordéis, arenas e estabelecimentos da cidade, os Ghoultrax concentram-se majoritariamente na captura de humanos. Onde parte desses escravos não entram no mercado tradicional, sendo consumidos pelos próprios Ghoultrax ou circulando como iguarias restritas aos círculos mais fechados de Bangseux. A gangue também produz uma ração derivada dos prisioneiros considerados mais descartáveis, amplamente utilizada por diversos estabelecimentos como alimento para outros escravos.

A Camposecco, por sua vez, atua de forma mais ampla. Além da captura de pessoas, coleta peças mecânicas, captura robôs para reprogramação e contrabandea criaturas. Sua atuação inclui ainda o escambo e a comercialização de quaisquer recursos que possam ser aproveitados economicamente dentro da cidade.

Essa diferença de foco e alcance mantém o equilíbrio tenso entre as duas gangues, enquanto uma domina o comércio de carne humana, a outra sustenta sua influência pela diversidade de recursos mas, principalmente, pela captura de máquinas.

 

Kuzmacrata e Camposecco

Como a Kuzmacrata não se utiliza de escravos humanos e não têm muitos de seus integrantes especializados ou mesmo dispostos a atravessarem o deserto e se aventurarem nas Terras Vazias, a Camposecco se torna seu principal fornecedor de peças e I.A.s

 

Kuzmacrata e Ghoultrax

Os Kuzmacratas como organização não são grandes aliados dos Ghoultrax, em parte por não necessitar de escravos humanos, em parte pela instabilidade dos próprios integrantes da Ghoultrax. Porém, há indivíduos e núcleos seletos dos Kuzmacratas que gostam de explorar o limite dos corpos humanos, fazendo experiências com os mesmos. Esses indivíduos costumam ter uma relação estreita com os Ghoultrax e são encarados como igualmente insanos. Nesses casos, os Kuzmacratas oferecem manutenção e colocação de implantes nos integrantes da Ghoultrax, enquanto estes conseguem cobaias humanas para os experimentos dos Kuzmacratas

 

Onze e Meia e Pharma Rats

Uma relação orgânica e duradoura que se estabelece logo no princípio de quando Bangseux começou a dar ordem ao caos. Essa relação se dá por dependência dos estabelecimentos pelos produtos da Pharma Rats. Ainda que a Onze e Meia controle o entretenimento, facilitar o acesso a álcool e drogas em geral nos mesmos é de interesse mútuo das gangues

 

Onze e Meia e Kuzmacrata 

Por serem as duas gangues mais influentes de Bangseux, é sabido que seus fundadores Bunny e Kuzma tinham proximidade e eles que tomaram a iniciativa de organizar a estrutura de poder de Bangseux com as demais gangues. Porém, entre os integrantes das gangues as relações beiram a indiferença. Constantemente Kuzmacratas são contratados para serviços de reparos mecânicos e assistência com bottons, mas são encaradas como relações comerciais frívolas e cotidianas

 

Onze e Meia e Ghoultrax

Ainda que a Onze e Meia faça acordos e trocas com a Camposecco, seus principais fornecedores são a Ghoultrax, que traz escravos novos para os seus bordéis e arenas, mas, principalmente, conserva reservas de sangue para os vampiros da Onze e Meia, atendendo os caprichos e encomendas específicas dos mesmos.

 

Databet e Onze e Meia

A Databet está intimamente ligada ao universo das arenas, corridas e outros espetáculos. Regularmente seus integrantes articulam entre si sobre os resultados de apostas, manipulando o lucro e o espetáculo.

 

Databet e Kuzmacrata 

Kuzmacratas têm fortes relações com a Databet, uma vez que oferecem assistência aos seus sistemas de apostas, bottons e implantes.

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Bottons
Inter-relações das gangues

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Escravidão
Cultura e Estilo de Vida

Cultura e Estilo de vida

Os bangsulitas vivem em uma sociedade moldada pelo caos, onde o hedonismo extremo e a violência cotidiana são a base de sua existência. A vida em Bangseux gira em torno da satisfação imediata dos desejos, seja sexo, drogas, jogos, poder ou espetáculo, sustentados por um sistema brutal de exploração, escravidão e influência. Não há noção de cidadania, moral coletiva ou futuro comum, sobreviver é um ato individual ou, no máximo, um pacto temporário de conveniência. A tecnologia, escassa em muitos lugares das Terras Vazias, em Bangseux apenas sofistica a barbárie.

A rotina dos bangsulitas é marcada pelo nascer da lua, as noites trazem a vivacidade do neon e o convite incessante ao vício, enquanto os dias agonizam na aridez das ruas inabitadas, onde somente aqueles com negócios a tratar cruzam pelo sol escaldante. O lazer é central e cassinos, arenas, bordéis e casas de espetáculo funcionam como válvulas de escape e instrumentos de controle social. O entretenimento é excessivo, constante e anestesiante, criando uma política de pão e circo que mantém a população no êxtase que ela deseja. Para o bangsulita comum, apostar, consumir drogas, assistir a espetáculos burlescos e lutas até a morte, assim como comercializar o corpo alheio, ou mesmo o próprio, é tão cotidiano quanto respirar.

Os bangsulitas entendem que a vida humana tem valor apenas como mercadoria, seja força de trabalho, objeto de prazer, cobaia científica ou carne. E, entre eles, as relações sociais são transacionais e instáveis, mediadas por recursos, proteção ou influência dentro das gangues, conservando um constante sentimento de alerta. A confiança quase não existe; alianças são frágeis e sempre passíveis de traição.

O trabalho é majoritariamente forçado ou automatizado. Escravos humanos e I.A.s desestabilizadas sustentam a infraestrutura da cidade, enquanto os livres orbitam em torno do consumo, da violência ou do prazer. Muitos integrantes das gangues exercem ofícios especializados, seja como captores, químicos, engenheiros, credores, etc, pois encontram nisso poder ou a ambição para tal. 

No âmbito político, não há esperança nem vontade de mudança estrutural sobre o domínio das máfias, apenas a tentativa de melhorar a própria posição dentro das mesmas. Em essência, o estilo de vida bangsulita é baseado no prazer sem propósito e na violência sem culpa e adaptar-se a ele significa embrutecer-se, perder limites e normalizar o horror.

Força Militar e Defesas

Força Militar e Defesas

Bangseux não possui um exército formal, tampouco muralhas, comandos unificados ou doutrina militar clássica. Ainda assim, sua força reside, não na proteção coletiva, mas nessa fragmentação e dissuasão absoluta.

A defesa de Bangseux é exercida por meio das seis grandes máfias que dominam a cidade, cada uma operando como uma força paramilitar autônoma, armada e territorializada. Essas organizações mantêm combatentes experientes, forjados na violência cotidiana e habituados a conflitos constantes. A guerra aberta entre elas é rara não por pacificação, mas por interdependência, afinal, destruir uma máfia significaria comprometer um recurso essencial à sobrevivência da cidade como um todo.

O armamento é abundante e amplamente disseminado. Durante os anos de troca com o Anel Limite, grandes remessas de armas de fogo e equipamentos bélicos de segunda mão foram introduzidas em Bangseux, consolidando uma cultura de militarização urbana permanente. Armas leves e pesadas circulam livremente entre gangues e combatentes, sendo utilizadas tanto em rixas cotidianas quanto nos espetáculos violentos que fazem parte do cotidiano da cidade.

Um grande diferencial militar de Bangseux, contudo, está no monopólio tecnológico exercido pela Kuzmacrata. Detentores do conhecimento técnico e científico, eles controlam a criação, manutenção e programação das I.A.s desestabilizadas conhecidas como Bottons. Esses autômatos armados, utilizados por todas as máfias, funcionam como tropas de choque, instrumentos de captura, repressão e extermínio.

A estabilidade armada da cidade é mantida, em última instância, pela atuação da Onze e Meia com as informações da Databet. Embora não comande tropas diretamente, a organização exerce um papel central na contenção de conflitos em larga escala. Por meio de intimidação, favores e ameaças veladas, garante que nenhuma máfia rompa o equilíbrio a ponto de colocar em risco a continuidade da cidade. Qualquer ataque a um estabelecimento é tratado como um ataque à própria estrutura urbana, passível de represálias coordenadas entre as gangues. Afinal, sempre haverá uma gangue pronta, esperando uma desculpa, para levantar armas contra outra devido a uma rivalidades ou uma desavença momentânea, e a Onze e Meia sabe se utilizar disso a fim de manter o controle.

Dessa forma, a defesa de Bangseux não se expressa como proteção de seus habitantes, mas como preservação de seu funcionamento com o fluxo de prazer, violência e poder que a define. Em Bangseux, a força militar é civil e não protege vidas, ela impede o colapso, sustentando através da brutalidade o medo mútuo e um equilíbrio instável.

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Relações Externas

Relações Externas

Seu principal contato com o exterior vem de uma política predatória, na qual os bangsulitas fazem assaltos e investidas às Terras Vazias para capturar escravos e coletar ocasionais recursos. Eles entendem que a vida humana tem valor apenas como mercadoria, seja força de trabalho, objeto de prazer, cobaia científica ou carne. E escravizam humanos e máquinas não só para o trabalho mas para seu prazer, não fazendo distinção étnica ou cultural na escolha de seus prisioneiros. Com as I.A.s desestabilizadas a relação não é diferente, são objetos a serem desmontados, desmembrados e reprogramados.

Conglomerado Sovereign

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APOSEMATIS

A região próxima a área do impacto é distante para os Bangsulitas e eles não têm interesse na política internacional. Como o foco dos bagsulitas são escravos, não há vantagens em gastar energia e recursos para chegar a áreas tão distantes que estão fortemente armadas. Principalmente quando as Terras Vazias estão cheias de humanos e máquinas disponíveis.
Apesar do seu passado com o Anel Limite, a região hoje não passa somente de parte de um passado já distante.

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Império Lunaterra

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Nova Parmena

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ANTEVAZ

São escravos trabalhosos. Sempre em grupos e com experiência de combate, essas sociedades são sempre sinal de problema na captura.

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REINO DE NER

Vistos como párias e inferiores são tolerados fora da cidade. Apesar de os bangsulitas considerarem mutantes como seres nojentos, o reino de Ner é visto como um posto avançado de Bangseux, onde Camposecco e Ghoultrax podem utilizar para paradas e trocas. Todavia, mutantes não são admitidos dentro de Bangseux.

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Solum

Solums, assim como outras I.A.s desestabilizadas são consideradas simples matéria prima para confecção de bottons. Sempre que a Camposecco encontra com Solums o procedimento padrão é a captura visando diminuir a avaria de peças e principalmente, sistemas essenciais.

Figuras Importantes

Figuras Importantes
Eventos Históricos

Eventos Históricos

Após o colapso das comunicações e o isolamento no deserto, Bangseux mergulhou rapidamente da decadência ao caos absoluto, atravessando anos sem lei marcados por barbárie, escravidão e a ascensão violenta de gangues. O contato com o Anel Limite e a ascensão de figuras como Bohdan Kuzma e Bunny redefiniram o equilíbrio de poder na cidade, mas também criaram a pérfida política das máfias. O que se segue na lore é o relato desde as primeiras alianças por sobrevivência ao domínio das grandes máfias que hoje sustentam Bangseux pela violência, pelo medo e pelo controle de recursos.

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ano

Destruicao parcial do planeta

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laboratorios descobrem o oberio

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NEXORES INDEPENDENTES COMEÇAM A CONQUISTAR TERRITÓRIOS NO ANEL LIMITE

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SE ESTABELECE O DOMINIO DAS PRINCIPAIS MAFIAS DE BANGSEUX

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BUNNY E KUZMA CRIAM A DATABET

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PENELOPE ASSUME A LIDERANCA DA KUZACRATA COM A MORTE DE KUZMA AOS 90 ANOS

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