


IDENTIDADE
Ideologia central
Nova Parmena é uma sociedade anarquista fundada nos preceitos neo-ludistas, formada por sobreviventes que rejeitam quaisquer sistemas tecnológicos. São especializados na domesticação de criaturas, estudo de zoodeoruns e coleta, preservação e transmissão de conhecimento do mundo pré-Impacto.
Visao de Mundo
Apesar de uma filosofia ludista e seu interesse pelo mundo pré-impacto, os Parmenos não buscam reconstruir a humanidade como ela fora um dia, seu intuito é impedir que a soberania das máquinas, baseada na dependência das mesmas, ameace seu estilo de vida e seu ideal de liberdade. Sua relação com o conhecimento pré-impacto não é um saudosismo, mas sim um respeito à história; a compreensão de que conhecimento é poder e que através do resgate e da preservação do mesmo os Parmenos podem sobreviver e se adaptarem ao novo mundo.
Os Parmenos são filhos de um tempo em que o status quo foi desfeito e grande parte da ciência e da história se tornou conhecimento oral, uma era em que o poder perdeu a face e, muitas vezes, se oculta por trás de códigos. Isso fez dos Parmenos, sobretudo, um movimento de negação, na crença de que, no vazio deixado pela queda das máquinas, possa florescer uma liberdade sem mestres e sem algoritmos.
Nas Terras Vazias, seu estilo de vida anárquico ultrapassa o ideal teórico e se torna uma prática de sobrevivência. Cada grupo parmeno decide seus próprios rumos, mas, devido a sua forte ideologia, eles ainda partilham um mesmo ethos: recusar o poder, rejeitar as máquinas e garantir a sobrevivência da cidade.
~
TERRITÓRIO

Nova Parmena reúne no coração de seu território, o forte Aarne-T, uma grande cidade murada de origem medieval, cercada por pequenos bosques e campos, pouco férteis para agricultura, equipados por torres de pulso eletromagnético que protegem toda a região. A defesa do território é feita por um sistema de bloqueio de radiofrequência, com antenas distribuídas pelos muros e campos, além de armamentos de pulso eletromagnético em diferentes níveis.
Dentro dos muros do forte Aarne-T, assim chamada a parte murada de Nova Parmena, a cidade conta com estruturas públicas que dispõem de células de saúde, latrinas e casas de banho, dormitórios, salões de alimentação, além do acesso geral da população à grande biblioteca, que reúne o espólio cultural da cidade.
o forte aarne-t
O forte Aarne-T é uma antiga cidade murada, situada a poucas horas do centro urbano, que, em sua origem, serviu de refúgio para grupos de sobreviventes. Sua estrutura medieval garantiu um mínimo de conforto e proteção para seus habitantes, enquanto o campo e as fazendas ao redor serviram de base para a subsistência dos moradores. A região do forte e arredores, nomeada posteriormente de Nova Parmena, foi fundada sob um princípio anti-tecnológico, onde os residentes proíbem a entrada de qualquer tecnologia digital suscetível a interferência ou controle externo.
De pedra maciça e tons terrosos, a estrutura medieval do forte é composta por ruas estreitas e sinuosas, onde as construções se apoiam e se interligam, criando passagens e corredores sombreados e espaços compactos. As construções são densas, verticais e funcionais, com poucas aberturas externas. Um grande muro de pedra circunda toda a cidade, alto e contínuo, pontuado por torres e portões, separando nitidamente o espaço urbano do campo ao redor.
a grande biblioteca
A Grande Biblioteca, além de sua finalidade óbvia como centro de preservação do conhecimento, é recheada de livros e diversas mídias como discos e fitas. A biblioteca atua também como espaço de armazenamento e distribuição dos recursos coletados.
Instalada sobre uma antiga biblioteca, o complexo inclui construções adjacentes com áreas de estocagem, pesquisa e apoio ao ensino informal, acessível a cidadãos de todas as idades. Os folcloristas são responsáveis tanto pelo acervo quanto pelo monitoramento dos recursos ainda não distribuídos.
Dentro da guilda dos folcloristas, é permitido à qualquer cidadão fazer parte, havendo uma alta rotatividade, quase obrigatória, entre os encarregados pela distribuição de recursos e pelo gerenciamento e organização da biblioteca, fazendo assim com que não haja controle sobre o conhecimento ou os bens coletados. No entanto, as atividades de pesquisa, dentro do ofício de folclorista, seguem o modelo de mestre e aprendiz, sendo consideradas um ofício especializado, mas acessível a qualquer cidadão interessado.
Outros mestres em seus ofícios também costumam frequentar a grande biblioteca a fim de oferecer auxílio à iniciantes.
ESTRUTURA DE PODER E ORDEM SOCIAL
Os parmenos construíram uma sociedade libertária de democracia direta, baseada na cooperação entre os habitantes e na autogestão.
O poder é exercido coletivamente pela população, sem autoridade central, por meio de assembleias abertas que deliberam sobre as necessidades comuns. No princípio de nova Parmena, os recursos coletados pelas Terras Vazias eram compartilhados conforme as necessidades individuais, e o trabalho visava apenas suprir demandas imediatas, sem acúmulo. Com o passar das décadas e o desenvolvimento da agropecuária e a especialização dos ofícios, surgiu a necessidade de estocagem limitada, especialmente para garantir a manutenção de armas, defesas e a criação de animais e zoodeoruns.
Sua estrutura de poder organiza-se em quatro grupos de ofício, responsáveis por áreas específicas da vida social e produtiva.
-
Grupo de gestão e pesquisa - Folcloristas, médicos e gestores públicos;
Gerem as estruturas públicas do forte Aarne-T, que dispõem de células de saúde, latrinas e casas de banho, dormitórios, salões de alimentação, além do acesso geral da população à grande biblioteca, que reúne o espólio cultural da cidade. Este especificamente gerido pelos folcloristas que também são responsáveis pelas pesquisas sobre zoodeoruns. -
Grupo de incursão e defesa - Coletores, apanhadores e quíperes;
De maneira simplista, são a força militar da cidade, sendo responsáveis pelas incursões e proteção do território. Coletores são aqueles dentre os Parmenos que são especializados em incursionar nas Terras Vazias. Os apanhadores, ou popularmente conhecidos, Gaioleiros, são coletores focados na captura de animais e zoodeoruns. E, os Quíperes, são responsáveis pela proteção da cidade, resguardando os muros, as torres PEM e patrulhando as áreas do campo. -
Grupo de confecção - Artesãos, sucateadores, mecânicos, guasqueiros, tecelões, destiladores, entre outras manufaturas especializadas;
Esses artífices são autônomos, artesãos que trabalham produzindo roupas, arreios e selas, destilando álcool, produzindo gasolina, consertando veículos, desenvolvendo armas, entre inúmeras funções. O grupo se forma pela dependência dos recursos que vem, muitas das vezes, de fora da cidade. -
Grupo de doma, manejo e pesquisa animal - biologistas, tratadores, treinadores e criadores;
Lidam com todo tipo de criatura, desde animais comuns, a mutantes, novas espécies e zoodeoruns, sendo especialistas desde o estudo das espécies até o trato e domesticação com os mesmos.
Os grupos de ofício também mantêm estruturas cooperativas entre si, baseadas na troca direta de serviços, conhecimento e recursos. Artesãos trabalham em conjunto com criadores para desenvolver arreios, selas e ferramentas em troca de couro, fibras e outros subprodutos animais. Assim como os criadores e treinadores, constantemente adestram criaturas com a parceria de coletores e quíperes para o uso na defesa da cidade e incursões às Terras Vazias.
O Grupo de Incursão e Defesa, com coletores e apanhadores fornecem materiais brutos e espécimes capturados aos grupos de Confecção e Doma e Manejo, que, por sua vez, devolvem equipamentos reparados e armas adaptadas pela Confecção e animais treinados pelo Doma e Manejo
Em paralelo, o Grupo de Gestão e Pesquisa organiza o acesso a esses recursos, registrando conhecimento técnico, acionando o grupo protocolos de saúde e práticas de preservação cultural, além de difundir informações obtidas nas incursões.
Os setores de Confecção e Gestão sempre cooperam na manutenção das infraestruturas coletivas, como as torres PEM, dormitórios e áreas públicas, garantindo que nenhuma função essencial opere de forma isolada.
Assembleia de roseta
Cada grupo é autogerido, recebe recursos conforme suas funções e possui quatro representantes, dois homens e duas mulheres, encarregados apenas da coordenação e comunicação na Assembléia de Rosetta, sem hierarquia permanente. As decisões gerais sobre a cidade e interação entre os grupos ocorrem nesta, a Assembleia de Roseta, formada pelos quatro representantes de cada grupo de ofício, que articulam a distribuição de recursos entre si e a cooperação de trocas entre os grupos.
Os Campos para fora dos muros
Nas áreas rurais vinculadas a Nova Parmena, ou seja, nos campos ao redor do forte Aarne-T, coexistem terras de uso comum e propriedades autônomas familiares. As primeiras são coletivas e voltadas à subsistência dos cidadãos moradores do forte; as segundas, pertencem a agricultores e pecuaristas historicamente estabelecidos, são de famílias que mantêm autonomia produtiva. A relação entre essas famílias e a cidade é cooperativa e não coercitiva: elas podem contribuir voluntariamente com parte da produção em troca de proteção e acesso às estruturas públicas. Excedentes podem ser trocados por escambo, já que não há moeda ou sistema financeiro, reforçando um modelo de integração baseado na colaboração e na autonomia.
ECONOMIA E RECURSOS
A estrutura econômica Parmena se baseia na coleta de recursos nas Terras Vazias e na criação de animais e criaturas. Proficientes na lida com criaturas, descobriram uma maneira de tecnologia com as novas espécies e Zoodeorum. Estes animais são muitas vezes os principais recursos dos Parmenos, sendo usados como carga, tração, produção de alimento, produção de vestuário e acessórios com seu couro e pelos, trabalhos de guarda e proteção, além daqueles com habilidades especiais, como Gimnos que podem gerar pequenas quantidades de energia elétrica.
Além de especialistas na domesticação dessas criaturas, os Parmenos são proficientes em diversas áreas como mecânica, física, medicina, química, artes, entre outras, graças a Grande Biblioteca. Todavia, na maioria dos casos, lhes falta a matéria prima para executarem seus ofícios, uma vez que a cidade não tem meios de extração ou produção dessas mesmas. Por isso, os Parmenos dependem das chamadas Requisições: incursões feitas a Terras Vazias com o intuito de coletar recursos como peças mecânicas, ingredientes químicos, metais e quaisquer outros itens e materiais considerados essenciais ou de interesse para as necessidades dos Parmenos.
as requisicoes
Chamadas de requisições, todas as incursões de Nova Parmena são planejadas na Assembleia de Roseta e executadas pelo grupo de coletores com apoio dos folcloristas, que estudam mapas e relatórios atualizando informações sobre áreas exploradas e pontos de interesse. As Incursões atendem tanto a defesa e contenção de ameaças, tais como Máquinas, Vivents, Bestas e outros grupos humanos, quanto à coleta de recursos, incluindo matérias-primas, mídias, criaturas, ou reconhecimento de territórios. Os destacamentos são enviados conforme o objetivo, sendo pequenos e ágeis para reconhecimento e especializados para capturas ou coletas complexas.
As Requisições, seguem objetivos específicos:
~
,
-
Eliminação de inteligências artificiais e a contenção de outras ameaças, com o intuito de impedir avanços hostis ou limpar territórios que abriguem recursos valiosos.
Coleta de matéria-prima, como tecidos, roupas, peças e sucatas, reagentes químicos, dispositivos analógicos e munições, essenciais para a manutenção dos ofícios e das defesas de Nova Parmena.
-
Reconhecimento de áreas naturais ou de ruínas urbanas, destinadas a verificar informações previamente reunidas pelos folcloristas; nessas situações, costumam ser enviados destacamentos pequenos e ágeis, priorizando mobilidade e discrição
-
Coleta de mídias como livros, revistas, eletrônicos antigos, fitas, discos e outros registros físicos que são incorporados ao espólio da Grande Biblioteca.
-
Captura de animais e Zoodeoruns, podendo mobilizar desde grupos reduzidos e altamente especializados até equipes maiores, empregadas na busca por novas espécies ou em capturas de alta complexidade. Essas operações podem assumir caráter tático, quando o objetivo é a contenção e captura direta, ou de cunho científico voltado ao estudo de campo e coleta de dados para ações futuras.
Após as incursões, os espólios são estocados e categorizados pelo grupo de gestão e pesquisa, depois, distribuídos em parceria com os representantes dos grupos de ofício à população via Grande Biblioteca.
os campos
Nos arredores do forte Aarne-T, a produção é organizada entre terras de uso comum e propriedades autônomas. Nas terras comuns, os cidadãos cultivam e criam animais para a subsistência da cidade. Já os agricultores e pecuaristas de terras privadas contribuem voluntariamente com parte de sua produção em troca de proteção e acesso às estruturas da cidade, mantendo autonomia sobre excedentes, que podem ser trocados por escambo. O sistema é cooperativo, sem moeda ou obrigação formal, permitindo que recursos produzidos fora dos muros complementem a economia da cidade.
Cultura e Estilo de vida

Força Militar e Defesas
Os parmenos constituem uma sociedade profundamente marcada pela negação do poder centralizado e da dependência tecnológica, estruturando seu modo de vida a partir da autonomia individual aliada à cooperação coletiva. Em Nova Parmena, o autogoverno se dá por assembleias baseadas em consenso, com rotatividade de funções, e cada indivíduo assume responsabilidade tanto pela subsistência quanto pela defesa da comunidade. Essa ética se estende para além da cidade. Mesmo em constante movimento pelas Terras Vazias, os parmenos preservam um ethos comum de recusa à autoridade, principalmente às máquinas e à soberania imposta por sistemas automatizados.
Comportamento social
O cotidiano parmeno é alternando entre períodos em Nova Parmena e incursões pelo mundo devastado. Nessas jornadas, vivem em acampamentos temporários, agem com rapidez e evitam qualquer forma de ocupação ou governo sobre outros povos. Quando encontram comunidades subjugadas por inteligências artificiais ou sistemas mecânicos, intervêm de maneira direta e impessoal, destruindo a infraestrutura tecnológica e partindo em seguida. Para eles, a liberdade não pode ser tutelada, qualquer tentativa de orientar, ensinar ou permanecer após a libertação seria apenas outra forma de dominação.
Socialmente, os parmenos mantêm uma relação ambígua com o resto da humanidade. São vistos ora como libertadores errantes, ora como agentes do caos. Essa reputação contraditória não os afeta; a cultura parmena valoriza a liberdade associada ao risco e à responsabilidade individual, rejeitando reconhecimento externo, gratidão ou heroísmo. Essa postura reflete uma visão de mundo desiludida e, em certo grau, autocentrada, na qual o que está fora de Nova Parmena raramente merece envolvimento afetivo ou compromisso duradouro.
A vida social parmena é marcada por comportamentos pouco convencionais. Fora de seu território, tendem a ser hedonistas, instáveis e indisciplinados, até mesmo farristas, brigões ou apáticos, conforme o contexto. Não se curvam facilmente a normas sociais alheias e frequentemente demonstram insolência ou negligência, o que dificulta sua convivência com outras sociedades humanas. Entre os seus, porém, prevalece um forte senso de cooperação e pertencimento, sustentado pela contribuição de cada um em sua área de especialidade.
A organização cotidiana se baseia em grupos de ofício, e cada parmeno costuma se especializar em uma função, como biologista, sucateador, folclorista, tratador, gaioleiro. Essa divisão não cria hierarquias rígidas, mas garante eficiência nas incursões, pesquisas, produção de objetos, estudo de criaturas e manutenção da cidade. O conhecimento é visto como um recurso vital para a sobrevivência, e por isso os parmenos são colecionadores obsessivos de livros, mídias e registros do mundo antigo.
No uso de tecnologia, adotam uma postura pragmática e ideológica, rejeitando completamente sistemas automatizados e digitais, preferindo tecnologias mecânicas e analógicas, muitas vezes adaptadas por eles mesmos, como armas de fogo, veículos antigos reparados, rádios limitados, entre outros dispositivos úteis. Além disso, existe um rígido consenso ético de não introduzir em Nova Parmena nada que ameace a cidade e vá contra a filosofia anti-tecnológica.
Visualmente, os parmenos expressam sua cultura de forma intensa. Seu vestuário é improvisado, reutilizado e personalizado, misturando roupas modernas saqueadas, peças históricas e itens produzidos artesanalmente. Couro, lã, peles e algodão são amplamente usados, assim como técnicas de costura e ferraria inspiradas em sociedades medievais e primitivas. O corpo e o espaço urbano são telas de expressão cultural e tatuagens, grafites e rabiscos cobrem roupas, pele, muros e ruínas, com conteúdos que vão de obscenidades, gritos vazios de resistência e declarações amorosas até poesia, literatura clássica ou citações filosóficas.
Em essência, o estilo de vida parmeno é o de uma sociedade livre, inquieta e defensiva, que não busca reconstruir o mundo perdido, mas impedir que ele volte a se organizar sob novas formas de dominação. Vivem no limite entre cooperação e caos, disciplina coletiva e liberdade individual, acreditando que somente no vazio deixado pela queda das máquinas pode surgir uma existência verdadeiramente sem mestres.
Os parmenos também são simpáticos a quaisquer seres orgânicos, desde que a regra anti-tecnologia seja respeitada. Dentro dos muros de Nova Parmena, é possível encontrar desde humanos, a mutantes, zoodeoruns humanos ou qualquer tipo de criatura senciente, habitando sem nenhum tipo de julgamento ou preconceito.
Zoodeoruns, novas especies e criaturas em geral
Um forte traço da cultura parmena é a utilização de criaturas como alternativa tecnológica. Devido a isso são uma sociedade intimamente ligada à domesticação e ao estudo de criaturas, principalmente aos zoodeoruns e as novas espécies pós-impacto.
Devido a esse convívio, alimentado pela sobrevivência, os Parmenos em geral são excelentes na lida com animais e os cidadão mais comuns têm algum conhecimento ou experiência no adestramento ou cuidado com algum tipo de criatura. As ruas da cidade são povoadas igualmente por pessoas e criaturas.
Os folcloristas são aqueles que dedicam-se a estudar os zoodeoruns, cruzando lendas em busca de descobrir o habitat, características e habilidades dessas criaturas, para que então os Parmenos possam capturá-las para serem estudadas pelos biologistas e domesticadas.
A descoberta de novas espécies pós-impacto se dão muito por gaioleiros em exercício ou impulsionadas por relatos de coletores.
´

Como parte de uma resistência, todos os cidadãos de Nova Parmena lutam ativamente quando nas Terras Vazias. Ornamentados com armaduras medievais e quaisquer possíveis armamentos analógicos do mundo pré-impacto e tecnologias anti robóticas, como mecanismos de pulso eletromagnéticos e criaturas domesticadas para luta especializada. Os Parmenos são uma sociedade apta e adaptada para a hostilidade do mundo pós-impacto. Embora menos poderosos que seus inimigos tecnológicos, compensam com planejamento estratégico, conhecimento do território e táticas defensivas.
Ao se tratar da cidade, o modus operandi dos Parmenos é a defesa. Seu objetivo é sobreviver longe das máquinas mesmo em um mundo tomado por elas. No entanto, as opiniões são divididas dentro dos portões de Nova Parmena, mesmo no íntimo da célula político-militar, onde há divergências sobre o tema. Para alguns ações ofensivas preventivas são fundamentais como estratégia a médio e longo prazo.
Todas as requisições são definidas dentro da Assembléia de Roseta e viabilizadas através da célula político-militar. O grupo de gestão e política têm por função estudar e atualizar mapas e relatórios, a fim de localizar recursos para incursões de coletores e apanhadores, que têm também como responsabilidade atualizar os folcloristas sobre o estado atual das áreas exploradas e arredores. Com isso, os parmenos têm informação para criar estratégias que impeçam o avanço de ameaças, sejam elas máquinas, vivents, bestas ou outros grupos humanos. Assim como, para criar ofensivas, com a finalidade de reivindicar ou limpar algum território da grande metrópole em função de recursos ali presentes.
Apesar de as requisições serem cuidadosamente planejadas, bandos de parmenos em incursões, constantemente se deparam com outras comunidades pelas Terras Vazias e, nessas ocasiões, podem ser vistos como hostis por sociedades minimamente tecnológicas. A decisão de atacá-las e sabotá-las ou não dependerá de cada grupo em incursão.
Defesas de Nova Parmena
A proteção de toda a área de Nova Parmena é garantida através de um sistema de bloqueio de rádio frequências, com antenas distribuídas pelos muros do forte Aarne-T e em toda a extensão dos campos, a fim de aumentar seu alcance e criar uma sequência de barreiras que embaralham a comunicação e funções de drones e máquinas. Além desta rede de antenas, o forte conta com armamentos de pulso eletromagnético (PEM) em vários níveis. Bombas PEM, além usadas por coletores em incursões, também são armazenadas como artifício de defesa nos muros do forte, podendo serem disparadas a qualquer sinal de ameaça. Grandes antenas de pulso eletromagnético, servem como uma medida defensiva extrema. Dispostas ao redor do forte e nos campos, essas antenas são capazes de danificar, de forma permanente, todo tipo de máquina, inclusive, podendo matar seres com próteses cibernéticas ou partes eletrônicas. No entanto, devida a energia constante necessária para manter os geradores das antenas ativos, esses mecanismos não ficam ativos de forma contínua e são resguardados para ameaças maiores, sendo disparados, como forma preventiva, somente uma vez ao dia, em um sistema de rodízio. A vigilância, manutenção e operação dessas defesas ficam a cargo dos quíperes, responsáveis por patrulhar os campos e garantir a integridade dos muros, antenas e das torres PEM.
a celula politico-militar
Os representantes da célula político-militar, por sua vez, são compostos por figuras reconhecidas pela sua experiência em combate nas Terras vazias ou como defensores da cidade. Participam da Assembleia de Roseta como uma extensão da mesma, tendo voz quanto aos assuntos de defesa ou ofensivas estratégicas. Os membros da célula não têm nenhuma compensação pelo cargo a não ser o prestígio entre os parmenos. Afinal, a célula tem como responsabilidade tratar das estratégias de ataque e defesa, assim como garantir a subsistência da população geral de Nova Parmena. Ser escolhido como um representante na célula político-militar é sinal de alta confiança por parte da população parmena.
Outros mestres em seus ofícios também costumam frequentar a grande biblioteca a fim de oferecer auxílio à iniciantes.
armamentos e recursos taticos
A grande maioria dos incursores possuem experiência em combate, equipados com tecnologias analógicas adaptadas, como armas de fogo, bombas PEM, radiocomunicadores de curta distância, jammers e veículos motorizados.
Além das tradicionais montarias animais, que facilitam a locomoção em diversos terrenos, a tecnologia animal dos parmenos é uma característica de seu estilo de combate, sendo peças chaves para a exploração de terrenos e táticas ofensivas ou defensivas. Tais como:
Tordos-grita-ferro, que indicam a presença de Obério;
Tatzelwurms, treinados para infiltrar-se em grandes mecanismos e destruí-los por dentro;
Sabujos-de-nariz-de-estrela, com um olfato extremamente aguçado, capaz perseguir e identificar máquinas específicas;
Abutres Aposematianos, treinados para abater drones com seus bicos e garras capazes de rasgar ferro;
Jaguadartes, como montarias aéreas;
Além de diversas outras Novas Espécies e Zooderuns que os parmenos domesticaram para o uso em conflitos.
´
´
´
Relações Externas
Coletivos tecnológicos são os principais antagonistas dos Parmenos e sempre que estes entram em contato com comunidades dominadas ou constituídas por máquinas, sua reação tende à sabotagem sistemática, quando não, à aniquilação.
Com frequência esbarram em comunidades das Terras Vazias, e quando estas vilas e coletivos estão submetidos a I.A.s ou são excessivamente dependentes ou constituídos de máquinas, os Parmenos agem para derrubar esses sistemas, seja de forma direta ou cirúrgica, e se retiram assim que a tecnologia é neutralizada. Não buscam governar, integrar ou ensinar outras sociedades e intervêm apenas para destruir o domínio das máquinas e romper a dependência tecnológica, partindo logo em seguida. Essa postura faz com que sejam vistos tanto como libertadores quanto como agentes do caos.
Desiludidos e centrados em sua própria cidade e estilo de vida, tendem a agir com displicência diante de outros povos, muitas das vezes provocando, de maneira não intencional, a desordem, mas também sem se importar com as consequências sociais. Recusam o papel de salvadores, não seguem convenções externas e têm dificuldade em se adaptar a outras culturas, sendo frequentemente percebidos como insolentes, instáveis ou selvagens. Ainda assim, observam e estudam o mundo à sua volta, coletando conhecimento como meio de sobrevivência, sem criar laços duradouros ou relações de dependência.
Em rotas recorrentes ou áreas estratégicas, os Parmenos se esforçam para manter o território livre da influência mecânica, agindo de forma preventiva.
Conglomerado Sovereign
Sovereign é, desde sempre, uma inimiga declarada na visão de Nova Parmena, tendo, inclusive, exercido um papel decisivo na própria gênese dos parmenos.
Os conflitos com o Conglomerado sempre se deram pela presença dos robôs da Sovereign nas Terras Vazias e no Anel Limite. Por décadas, os parmenos acreditaram que o Conglomerado Sovereign se tratava de uma grande inteligência artificial que havia se originado no Anel Limite, porém, a recente descoberta da existência de Nexores por trás das máquinas do Conglomerado, fez com que os parmenos as julgassem ainda mais danosas e um mal a ser combatido. Afinal, para os parmenos, humanos se escondendo por trás de máquinas, é um ato escuso que fere ainda mais seu ideal neo-ludita.
Império Lunaterra
Lunaterra não apenas sustenta uma sociedade tecnocrata, como encarna tudo aquilo que os parmenos rejeitam. Seus ideais imperiais confrontam diretamente o conceito de liberdade defendido por Nova Parmena. Por essa razão, incursões lunarianas são frequentemente atacadas ou sabotadas pelos parmenos. Na visão dos parmenos, Lunaterra tem como único intuito expandir seu território e convencer os sobreviventes humanos sobre um estilo de vida arruinado, que já conduziu a humanidade à destruição no passado, e que nada têm a oferecer senão uma ilusão.

BANGSEUX
Bangsulitas são sempre uma ameaça, visto que suas incursões às Terras Vazias sempre visam a captura de escravos. Há uma tensão forte entre as duas sociedades, especialmente porque algumas rotas de Bangseux, ainda que poucas, passam por territórios adjacentes a Nova Parmena. As antenas de radiofrequência e as torres PEM costumam repelir os bangsulitas, mantendo-os longe dos territórios da cidade.

O contato com hexadianos é muito raro em campo aberto e quando acontece ou é instantaneamente ofensivo por parte dos hexadianos, ou, completamente evitado, onde o avistar de um grupo repele o outro. Os parmenos não nutrem preconceito sobre a aparência mutante dos hexadianos, mas abominam seus implantes e sua forma autoritária e religiosa de ver o mundo.

ANTEVAZ
Os Antevaz constituem uma exceção. Apesar do uso intensivo de alta tecnologia, são aliados ocasionais dos parmenos, pois, embora discordem no modo, estão atrás de um mesmo fim.

APOSEMATIS
Os parmenos conhecem bem os perigos oferecidos pelo bioma de Aposematis e já cruzaram suas margens em algumas ocasiões. Ainda assim, é consenso evitar seus territórios e os Vivents, considerados uma ameaça imprevisível.
Figuras Importantes
Eventos Históricos
Após a queda de Parmena, grupos de resistentes foram forçados ao êxodo pelas Terras Vazias vindo a se estabelecerem no antigo forte de Aarne-T. Nascida da recusa em se submeter às máquinas, Nova Parmena não é apenas uma cidade, mas um pacto de sobrevivência. Entre muralhas antigas, bestas domesticadas e saberes resgatados das ruínas, seus habitantes constroem uma sociedade libertária onde o conhecimento é partilhado, o poder é recusado e cada incursão pode significar vida ou extinção. A lore é o registro de como os parmenos escolheram existir em um mundo dominado pelo ferro e pelo controle.

0—
ano
Destruicao parcial do planeta
,
~
20—

25—
30—
31—
,
~
,
~
´
´
NEXORES INDEPENDENTES COMEÇAM A CONQUISTAR TERRITÓRIOS NO ANEL LIMITE








