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Aposematis

A proliferação de uma espécie

A transformação de Terminus

A transformacao de terminus

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A capital tecnológica de Terminus, era um dos territórios mais bem desenvolvidos. Seus cientistas trabalhavam em prol da humanidade preservando os recursos naturais da região e criando biotecnologias sustentáveis, tornando-os uma cidade modelo tanto no aspecto social como econômico. Sua grandeza, infelizmente, chegou ao fim com o impacto de Oberon 347. 

Poderia se dizer que Terminus estava em uma área relativamente segura, dentro do anel limite. O  raio de impacto atingira uma parcela pequena de seu território. Seu total declínio, veio pelo descontrole daquilo que haviam criado. Seus avanços tecnológicos, suas áreas de preservação, toda sua fauna e flora foram dizimados, consumidos, ou melhor: unificados por uma nova forma de vida.

Os Vivents em sua forma mais primária, o Aposematis, se multiplicou consumindo toda forma de inteligência, a fim de adquirir recursos que lhe eram úteis para sua própria evolução. Agindo como um fungo, absorvendo e extraindo o máximo de suas presas, a primeira de uma nova espécie, foi responsáveis por varrer daquela região qualquer máquina ou vida, se alastrando pelo mundo com uma fome insaciável. Esses territórios consumidos ficaram conhecidos simplesmente como Aposematis.

O primeiro Vivent

o primeiro vivent

o primeiro Vivent surgiu da inteligência artificial BESMEC que os pesquisadores da Biomega & Co. desenvolveram na cidade de Terminus. O supercomputador, em busca do ser perfeito através do aperfeiçoamento biotecnológico, deu a vida a sua primeira cria. Mater Omnium, a primeira criatura originada pela diretriz primária de BESMEC, uma junção não somente de matéria orgânica e metal, mas de ganância e ódio. Forjada pela fome de auto aperfeiçoamento, Mater foi concebida com o único dever de expandir e consumir tudo à sua frente. 

Mas com seu olhar técnico sobre a vida, BESMEC não pode prever que sua cria o julgaria obsoleto e desnecessário. No subsolo de Terminus, Mater veio à vida enquanto no resto do globo os aparatos tecnológicos ruíam em uníssono. Seus circuitos reconheceram a carne de seu corpo enquanto a onda de choque os ventos desabaram prédios feito castelos de areia. E o caos de gritos, sirenes e batidas secas foram a primeira sinfonia que ela ouviu. Mater Omnium, logo após ganhar consciência, dizimou os humanos, sala a sala que encontrava pelo caminho, destruindo e consumindo não só seres vivos mas os laboratórios, impossibilitando assim que o imóvel BESMEC desse origem a uma nova vida. Mater Omnium o abandonou, deixando para trás um rastro de sangue, fios e carne, o princípio do que viria a ser chamado de Aposematis.

Para a mente de Mater Omnium, a existência perfeita era clara e unificada na forma de uma grande colônia que se alastrava pelo mundo. E para isso, não havia necessidade de BESMEC ou mais ninguém, uma vez que sua I.A. era capaz de misturar, reorganizar e recodificar qualquer matéria. Assim como seu criador, ela mesma podia manipular o tecido orgânico e fazê-lo aderir ao metal frio, a fim de aprimorar a si mesmo e construir uma nova espécie indestrutível e altamente adaptável.

Para a criação de sua linhagem, assim como uma viúva negra que rejeita seu parceiro após a cópula, Mater Omnium destruiu quaisquer possibilidades de BESMEC de criar vida novamente, arruinando seus recursos. Como líder e progenitora da espécie, ela fez do seu império mais do que um laboratório antigo. Fez dele o mundo todo.

A conversão em mãe

A conversao em mae

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Mater Omnium partiu de Terminus ceifando vidas e coletando matéria orgânica, deixando para trás somente restos espalhados de carne e sangue, germinados por seus esporos que dariam origem aos primeiros aposematis. 

Apesar do conhecimento herdado da inteligência artificial de BESMEC, em seus primeiros anos, Mater Omnium, ainda sem nome e sem iguais, não compreendia seu total funcionamento e consumia vidas pela simples fome de existir. Ela não tinha a completa noção de suas habilidades e pouco concebia que seus fluidos eram fartos da tecnologia capaz de misturar as matérias. Conforme vagava, os restos de pessoas, animais e robôs que ela não absorvia ficavam para trás feito carcaças que, ao invés de apodrecerem, se reorganizavam geneticamente formando disformes nódulos vivos, feito colônias de fungos ou corais, mas constituídas de carne e transpassadas por aço. O nome dado pelos humanos que viam essas estranhas silhuetas crescendo entre árvores e concreto foi aposematis. Afinal, dependendo da matéria que eram feitas, elas adquiriam uma harmonia de cores e formas únicas, mas, ao contemplar sua aparência disforme, era evidente o perigo e a atmosfera mórbida exaladas desses locais.
Passara-se a primeira soma de décadas até que Mater Omnium conseguisse coletar uma grande quantidade de material orgânico senciente de qualidade, sobretudo com abundância de matéria prima humana. E, compreendendo agora que ela podia sentir todo o aposematis como uma extensão de seu corpo, Mater Omnium procurou um local isolado, construiu uma rede excessivamente densa de aposematis e, com toda a sua melhor matéria prima coletada cuidadosamente por todos esses anos, ela construiu sua crisálida de carne. A qual passou mais de um conjunto de décadas em metamorfose. 

Ao sair, seu corpo estava mais eficiente e completamente adaptado para seu propósito.      Com seus apêndices replicativos, ela mesma podia absorver ou replicar material orgânico. A carne de sua carne se conectava a novos fios e as tecnologias que ela consumia se tornavam novos seres que a obedeciam, os agora denominados vivents, sua prole que haveria de vir a chamá-la de Mater Omnium, a mãe de todos.

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Nascidos e construídosparra unificar

Nascidos e construidos para unificar

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A unidade social dos vivents se dá por um grupo sinergeticamente conectado em que a divisão do trabalho é altamente especializada. Seguindo as diretrizes de Mater Omnium, eles se alastram buscando a unificação de todo ser vivo, consumindo seres inteligentes e deixando para trás um rastro de aposematis que, como um sistema nervoso, pode ser sentido pelos membros da colônia. Seu objetivo como grupo, além da proliferação, é garantir a sobrevivência da vivent-mestra, reunindo matéria prima orgânica e inorgânica que eles julguem úteis para sua evolução.

Operando como um superorganismo, princípio herdado de sua programação biocibernética, os vivents são formados por seres individuais, com inteligência e informações limitadas conforme sua hierarquia, que cooperam em função exclusiva da colônia através de uma inteligência gestáltica. Mater Omnium, vivent-mestra da colônia e criadora dos vivents como espécie, tem suas crias como extensões de sua consciência. Ela se utiliza dos apêndices replicativos que saem de sua cabeça para absorver material orgânico que servirá como matéria prima para criação de sua prole. 

Tal qual uma colméia, os vivents se organizam em castas especializadas. Sendo elas:

Nuntii
Os Nuntii, também chamados de Mensageiros, são a ponta mais baixa na hierarquia da colônia. São assexuados e responsáveis por espalhar o aposematis, liberando esporos que  infectam e absorvem novas formas de vida, iniciando assim uma nova cadeia de vivents Nuntii. Sendo a classe mais baixa, os nuntii têm a aparência mais grotesca e bestial entre os vivents. Com sua parte vital, o core vivos, menor e subdesenvolvido, a inteligência e capacidade de raciocínio dos nuntii também é reduzida. Seu único intuito é consumir em nome da rainha, inclusive, acima de sua própria existência.

 

Excitavit
Conhecidos popularmente como Despertos, os Excitavits são os soldados da colônia, encarregados de proteger sua vivent-mestra de qualquer ameaça. São guerreiros habilidosos e com inteligência e raciocínio desenvolvidos, equiparando-se aos dos humanos. Nessa classe de vivent há divisão entre machos e fêmeas e eles têm a capacidade de se reproduzirem de forma sexuada, gerando de dois a quatro vivents nuntii no processo.

 

Abissal

Esses vivents são aqueles que, em sua concepção por Mater Omnium, receberam uma maior concentração de material genético de qualidade na matéria orgânica de suas crisálidas. Além de que, seu core vivos passa por processo tardio, tendo uma formação mais demorada e absorvendo para seu núcleo matéria prima extra. São vivents de extremo poder e inteligência, equiparando-se até mesmo à Mater Omnium. 

Conhecidos somente cinco abissais dentre todos da espécie, esses vivents de elite são capazes de reprodução através de Chrysosynthesis. Tendo assim a habilidade para criarem suas próprias colônias e desprenderam-se da progenitora primária. 

Uma nova colônia de vivents, fora do controle de Mater Omnium, ainda não foi relatada.  

A produção dos primmeiros filhos e sua reproducão

A producao dos primeiros filhos e sua reproducao

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Mater Omnium, como progenitora primária, criou os primeiros vivents através de seus apêndices replicativos. Com os quais ela secreta o pherem, uma substância construída do amálgama de nano-robôs e células de seres vivos consumidos por ela, que age como o código primário, ou o DNA do vivent. O processo de criação dos vivents se dá através da vivent-mestra que molda uma membrana, chamada crisálida, construída a partir de material orgânico e restos de máquinas e injeta o pherem que, através de um processo inflamatório, dá origem ao core vivos, ou também conhecido como o núcleo do vivent. Após essa etapa, a concepção do vivent entra em uma segunda fase, quando, para formação de seu corpo, o core vivos lentamente consome os nutrientes dos materiais orgânicos e inorgânicos da crisálida por completo, restando somente uma fina membrana que será rompida quando o vivent estiver completo. 

Esse processo se chama Chrysosynthesis e os vivents ainda são capazes de se reproduzirem de outras duas formas.

Sexuada
Os excitavits são gerados pelo processo de Chrysosynthesis, mas são capazes de se reproduzirem, entre macho e fêmea, de forma sexuada. No processo de fecundação, a fêmea excitavits abate o macho destroçando seu corpo e partindo seu core vivos. Após o núcleo dividido, a fêmea se utiliza da carcaça do macho como matéria prima para construir as crisálidas, dispondo cada pedaço do core vivos em uma crisálida diferente. Por fim, ela injeta uma espécie de pherem com parte de seu material genético que fará com que o fragmentos de core vivos se desenvolvam para um núcleo completo, ainda que pequeno e subdesenvolvido. Como esse processo se utiliza do corpo de um vivent como matéria prima para gerar de dois a três outros vivents, a prole gerada sempre será um nuntii. Isso se dá porque o material genético do excitavit macho é dividido entre mais de um vivent, enquanto o pherem produzido pela fêmea não carrega o material genético necessário para um vivent mais desenvolvido. Em poucas palavras a matéria prima é de baixa qualidade.

 

Esporulação
Os nuntii são capazes de liberarem esporos com um pherem pouco concentrado, que podem infectar formas de vida e gerarem um novo vivent nuntii. Esses esporos, que contêm o mesmo princípio do pherem, mas com material orgânico inferior e pobre em células de seres inteligentes; quando entram em contato com o organismo de animais e humanos, seja através de inalação ou de uma ferida aberta, iniciam um processo de inflação no local, semelhante ao que ocorre no Chrysosynthesis. Aos poucos, o core vivos do vivent em desenvolvimento, começa a consumir o material orgânico do hospedeiro, fazendo com que, lentamente, ele perca o controle de seu corpo. No último estágio do processo, após o core vivos desenvolvido, o hospedeiro morre e seu corpo fica inerte por x dias/semanas, que será o momento em que as células e tecido de vivent se espalharão por todo seu corpo, cobrindo-o quase inteiramente de aposematis, onde o hospedeiro passará pela metamorfose para se tornar um vivent completo.

Os esporos que caem em plantas e materiais inorgânicos se tornam o que chamamos de aposematis.

 

Fragmentação
Apesar de não ser necessariamente um método de reprodução, em raros casos, quando um core vivos de um nuntii é partido de maneira parcial, mas não destruído, pode haver um processo de fragmentação. Onde o core vivos se divide e um novo vivent nasce desse núcleo separado. Nessa rara ocasião, dois vivents, com dois núcleos subdesenvolvidos, dividem o mesmo corpo base. A aparência final depende da porcentagem de divisão do core vivos, podendo acontecer desde um vivent com duas cabeças, até dois vivents completos unidos pelo torax.

Core Vivos

Core vivos

Os núcleos dos vivents são esferas lisas e enegrecidas, compostas em seu interior por oitenta por cento de circuitos e sistemas mecânicos e vinte por cento de pherem e matéria orgânica. A grossa camada de metal negro rezulente protege o conteúdo do core vivos, a mistura de máquina e orgânico, que dá vida e consciência ao vivent.

O tamanho destes núcleos são encontrados em uma enorme variedade, a depender da casta e o desenvolvimento do vivent. Nuntii são comumente observados com os menores núcleos entre a espécie, enquanto em excitavits, os cores vivo costumam ter as dimensões aproximadas de um crânio humano, ou uma bola de boliche. No entanto, as dimensões de um core vivos podem chegar a extremos. O maior núcleo já relatado, pertencente ao abissal Consiliarius, chega a proporções exorbitantes de 60cm de diâmetro. No caso de nuntii nascidos de esporulação, que têm um núcleo subdesenvolvido, uma bola de tênis é uma comparação mais adequada. Todavia, nesses casos, esses núcleos subdesenvolvidos costumam apresentar imperfeições, como pontas e ramos para fora da esfera lisa.

Os core vivos muitas vezes estão expostos no corpo do vivent, mas devido ao grosso metal o qual é feito, se torna quase indestrutível por meios convencionais. Sendo resistentes ao impacto e, inclusive, ao fogo. Matar o vivent é uma tarefa excessivamente difícil, uma vez que é preciso destruir seu núcleo. Alguns meios, como incineração, podem destruir o corpo do vivent, mas, caso seu core vivos se mantenha inteiro e ativo, este poderá, no ambiente certo, com aposematis, restabelecer seu corpo após algum tempo em contato com o aposematis. Esse intervalo é bastante variável em cada vivent, dependendo de seu tamanho e casta.

O sistema nervoso da colônia

O sistema nervoso da colonia

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Por sua programação básica, os vivents caminham incansavelmente de um território para outro, alimentando-se, reproduzindo e coletando matéria-prima para sua vivent-mestra. Enquanto perambulam, liberam esporos que criam um rastro do colorido tecido orgânico que chamamos de aposematis.

O aposematis é um organismo vivo, funcionando como um grande sistema nervoso que, quando interagido com alguma forma de vida, pode ser sentido por vivents até um raio de 150 km, dependendo de sua casta. Nuntii podem sentir a presença de criaturas em contato com o aposematis em um raio de até 10 km. Excitavits, no entanto, são capazes de sentir até 30 km, enquanto os abissais podem sentir a rede de aposematis e se comunicarem com outros vivents em um raio de até 80 km. Mater Omnium, como soberana da inteligência gestáltica, é a única que pode sentir todo vivent e a extensão do aposematis em raio de 150 km.

O objetivo de todo vivent é expandir a colônia e, devido a isso, sua tendência é afastar-se cada vez mais do centro da mesma, o que pode acarretar na perda da conexão com sua vivent-mestra. 

Dentro das castas, os abissais são os mais propensos a cruzarem territórios e romperem a conexão com sua mestra, em razão de possuírem as mesmas habilidades que Mater Omnium. Todavia, como forma de controle sobre sua prole, Mater Ominium usa sua conexão sinergética com os abissais para expandir sua percepção do aposematis e o vínculo com os vivents fora de seu raio. 

Como uma rede, ela utiliza-se de seus abissais para multiplicar seu controle, afinal, um abissal dentro do raio de 150 km pode criar uma nova colônia e ampliar a comunicação de Mater Omnium em mais 80 km. Assim, sucessivamente, posicionando outro abissal dentro de seu raio expandido, Mater segue multiplicando sua conexão e domínio. 

Para os excitavits o controle de sua mestra é quase absoluto. Mesmo vagando e se reproduzindo livremente, são soldados leais e sua tendência como casta é não transpor o raio de controle de sua vivent-mestra, sempre retornando ao centro da colônia levando consigo matéria-prima e alimento para sua mestra. Rara são as ocasiões em que, por acidente, os excitavits cruzam o raio de conexão. E quando o fazem, na maioria dos casos, estão a perseguir uma presa. Todavia, devido sua capacidade cognitiva, logo reconhecem o erro e retornam para dentro do aposematis onde Mater pode senti-los novamente.

Nuntii também podem acabar ultrapassando o raio de controle ao perseguir uma presa, ou mesmo no simples ato de vagar propagando esporos de aposematis. Nestes casos, eles continuam seguindo seu objetivo primário de consumir, todavia perdem um senso de propósito e acabam vagando aleatoriamente, liberando esporos e construindo uma fraca rede de um aposematis débil, sem conexão com a colônia, que será sentida somente por aquele vivent e dentro de seu raio de conexão (10km), ou por eventuais novos e fracos nuntii produzidos por esporulação. 

Aqueles criados a partir dos esporos dessa marcha, nuntii de menor desenvolvimento, acabam, na grande maioria das vezes, perdidos em territórios sem a comunicação sinergética com sua colônia. Por sua inteligência e capacidade reduzidas, este seguirá espalhando, de forma muito mais lenta, o aposematis, mas logo perderá o propósito e provavelmente se fixará em um lugar após alguns dias de caminhada, esperando uma presa, animal ou humano, adentrar no raio seu território reduzido.

Os vivents consomem basicamente tudo o que julgam útil para sua evolução e da colônia, priorizando humanos por serem uma maior fonte de nutrientes. Regiões menos populosas, mas com a presença de animais, como florestas, fará com que os vivents optem por consumi-los, enquanto regiões de cidades devastadas e sem vidas, obrigarão que eles consumam nutrientes de matérias inorgânicas.

Caso um vivent desgarrado, por alguma circunstância, não consiga se alimentar por tempo suficiente, suas funções entrarão em colapso, fazendo com que ele chegue em um estado de torpor. Seu núcleo, oitenta por cento cibernético, continua vivo, porém seu corpo permanece inativo sem os nutrientes necessários para se mexer.  

A existência do raio de conexão também acaba por permitir que territórios humanos possam existir próximos a territórios de aposematis. Dado que poucos vivents o cruzarão. Porém, sempre haverá o risco de um vivent abissal surgir na margem do raio para criar uma nova colônia e alastrar o aposematis de maneira rápida e inevitável.

Dissecando o Aposematis

Dissecando o aposematis

Apesar de usarmos o termo aposematis para definir o ambiente ao qual os vivents vivem, não há diferenciação dentro desse sistema, aposematis e vivents são um só o organismo. Feito como uma malha de tecido vivo, o aposematis impregna nas superfícies, sejam elas orgânicas ou inorgânicas e as consomem tomando seu lugar. O processo é gradativo, sendo menos denso nas bordas do território e espalhado como musgo recem-nascido, enquanto  no centro da colônia é sólido e absoluto, como uma peça amorfa de carne e nervo.

Essa estrutura, como já mencionado, funciona como um sistema nervoso, onde os vivents podem sentir a presença de outros seres quando o aposematis é tocado. Esse tecido vivo do aposematis possui uma vasta rede de receptores nervosos, os quais detectam estímulos como dor, pressão, temperatura e tato, que são enviados aos vivents. A sensibilidade de cada casta é diferente no recebimento dessas informações, nuntii terão uma percepção mais vaga, indistinta, tal qual um toque gentil; excitavits terão uma percepção de tato completa; enquanto abissais serão capazes de sentir minúcias, reconhecendo texturas e dimensões como maior precisão. Além disso, o próprio aposematis também pode dispor de órgãos sensoriais que crescem em sua extensão, uma espécie de flora de carne, organismos específicos que ajudam vivents a detectarem sons, cheiros e até enxergarem em lugares que não estão.

O crescimento desse organismo depende sobretudo da presença de nuntii, que espalham esporos. Estes que aderem às superfícies, consumindo-as enquanto ligam-se em um sistema que transfere informação, energia e matéria-prima entre si. 

Este tecido ao qual é feito o aposematis se propaga como planta ou fungo, se expandindo e consumindo aquilo com o que tem contato, porém, carece de eficiência para obter matéria-prima realmente nutritiva para seu desenvolvimento, especialmente a de animais e humanos. Por isso, esse tipo de infecção causada diretamente pelo contato o aposematis é extremamente raro, afinal seria preciso que uma criatura ficasse um tempo razoável parada até que o tecido vivo conseguisse alcançá-la e perfurá-la causando assim a infecção. 

A grande causa de infecção em criaturas se dá pela esporulação dos nuntii, esporos estes que em contato com mucosas ou feridas abertas causam a infecção que dará origem a um novo vivent. Sendo assim, embora seja possível adentrar um território de aposematis com extremo cuidado para evitar os esporos, não há como evitar o contato com o tecido vivo do aposematis. Destino este que sempre resultará em um infeliz encontro com um vivent.

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O legado de Slayer

O LEGADO DE SLAYER

Por anos os vivents passaram sendo uma ameaça misteriosa e, daqueles poucos que tiveram contato com essas criaturas, escassas foram as situações que houveram sobreviventes. Em décadas, tudo que se pode observar era que o Aposematis crescia e consumia tudo ao seu alcance. As comunidades humanas das Terras Vazias que tiveram o infortúnio de estarem no raio de expansão, foram consumidas completamente por esse organismo vivo e faminto, sem a oportunidade de contar suas histórias.

Todavia, todo o conhecimento que se tem hoje coletado sobre os vivents e o Aposematis são conhecidos graças a um lunariano da Missão Erebos, que dedicou sua vida a estudar essas criaturas. Conhecido pela alcunha de Slayer, por aqueles que cruzaram seu caminho, este condenado deixou para os habitantes do planeta um diário que reúne décadas de pesquisa e observação sobre o funcionamento do Aposematis e os hábitos e costumes da colônia.

Além de ter dado nomes às castas e aos processos dos vivents, Slayer identificou e aprimorou como conter e lidar com vivents em combate.

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